Polissonografia: como funciona o exame do sono e o que ele detecta

Polissonografia

A polissonografia é o principal exame utilizado para diagnosticar distúrbios do sono. Indolor e não invasivo, ele permite que médicos especializados avaliem a qualidade do sono, identifiquem alterações respiratórias, neurológicas e musculares durante a noite e definam o melhor tratamento para cada caso.

Neste artigo, você vai entender para que serve esse exame, como ele é feito, o que ele detecta e como se preparar para realizá-lo com tranquilidade.

O que é polissonografia?

 

A polissonografia é um exame que monitora diversas funções do corpo enquanto a pessoa dorme. Durante a noite, sensores registram informações como:

  • Atividade cerebral (eletroencefalograma)
  • Frequência cardíaca
  • Movimentos oculares e corporais
  • Atividade muscular
  • Fluxo de ar pelo nariz e boca
  • Níveis de oxigênio no sangue
  • Padrões respiratórios

Esses dados permitem uma análise detalhada do sono, ajudando a identificar se o paciente realmente atinge as fases mais profundas e reparadoras ou se há algum distúrbio interrompendo o descanso.

 

Para que serve o exame do sono e quando a polissonografia é indicada?

 

O exame é indicado sempre que há suspeita de distúrbios do sono. A polissonografia serve para diagnosticar ou investigar condições que afetam o sono e, muitas vezes, passam despercebidas. Entre os problemas que podem ser detectados estão:

  • Apneia obstrutiva do sono (ronco e paradas respiratórias)
  • Insônia crônica
  • Síndrome das pernas inquietas
  • Narcolepsia
  • Sonambulismo e parassonias
  • Distúrbios do ritmo circadiano
  • Movimentos periódicos dos membros

Esses distúrbios podem afetar não só a qualidade do sono, mas também a saúde do coração, do cérebro, o humor, a memória e o rendimento no dia a dia.

 

Como é feita a polissonografia e quanto tempo dura?

 

A polissonografia é realizada durante o período de sono noturno, geralmente começando por volta das 21h ou 22h e se estendendo até às 6h ou 7h da manhã — ou seja, o exame costuma durar entre 6 e 8 horas, dependendo do tempo em que o paciente conseguir dormir. 

Esse período é suficiente para registrar todas as fases do sono, identificar alterações e analisar a arquitetura do sono de forma precisa. O exame do sono pode ser feito em dois formatos:

 

Polissonografia em casa (domiciliar):

 

Neste modelo, o paciente leva os equipamentos para casa e realiza o exame em seu próprio ambiente. É uma opção mais confortável para quem prefere dormir na própria cama, embora a montagem e a fixação dos sensores exijam atenção às instruções da equipe técnica. Nem todos os casos podem ser avaliados por esse tipo de polissonografia — distúrbios mais complexos exigem um monitoramento completo feito em laboratório.

 

Polissonografia laboratorial:

 

Neste formato, o paciente dorme em um quarto preparado dentro da clínica ou hospital, equipado com cama, banheiro e sistema de monitoramento. Um técnico do sono acompanha o exame à distância, garantindo a qualidade da coleta e oferecendo suporte em caso de desconforto. Esse modelo é indicado para casos em que há suspeita de distúrbios mais graves ou quando o paciente tem dificuldades para dormir sozinho em casa.

Durante o exame, são colocados diversos sensores de maneira indolor e segura, conectados a um aparelho que registra informações vitais sobre o funcionamento do corpo durante o sono. Esses sensores monitoram:

  • Ondas cerebrais (eletroencefalograma) – para identificar as fases do sono;
  • Movimentos oculares (eletrooculograma) – usados para definir sono REM e não REM;
  • Tônus muscular (eletromiografia) – avalia a atividade dos músculos da face, pernas e queixo;
  • Frequência cardíaca e respiratória – detecta alterações que indiquem apneias ou arritmias;
  • Fluxo de ar pelas vias aéreas – verifica se há obstrução ou parada respiratória;
  • Níveis de oxigênio no sangue (oximetria) – sinaliza a oxigenação durante o sono;
  • Posição corporal e ronco – para identificar se a posição influencia nos distúrbios.

Esses dados são gravados por um software que posteriormente será analisado por um médico do sono. A análise inclui tanto parâmetros fisiológicos quanto comportamentais, permitindo um diagnóstico preciso e a definição do tratamento mais adequado.

 

Pode mexer no celular durante a polissonografia?

 

Não é indicado mexer no celular durante a polissonografia. O uso de telas antes de dormir pode interferir na qualidade do sono, além de atrapalhar os dados coletados. O ideal é evitar celular, televisão ou qualquer estímulo luminoso e sonoro durante o exame.

 

Pode fazer xixi durante o exame do sono?

 

Sim. Caso seja necessário ir ao banheiro durante a polissonografia, o paciente pode chamar a equipe (no caso do exame em laboratório) ou remover os cabos com cuidado (no exame domiciliar, de acordo com as instruções). Esse tipo de pausa será registrado, mas não invalida o exame.

 

Posso dormir de lado durante a polissonografia?

 

Sim, o paciente pode dormir na posição que estiver mais confortável durante a polissonografia. Inclusive, em alguns casos, dormir de lado ajuda a avaliar melhor distúrbios como a apneia do sono, que podem se agravar quando se dorme de barriga para cima.

Veja também o artigo Como o funciona a medicina do sono

 

Otorrino  e Medicina do Sono Ilha do Governador

A polissonografia é uma ferramenta essencial para entender o que está acontecendo durante o seu sono. Se você tem dificuldades para dormir, acorda cansado ou desconfia de algum distúrbio, o exame pode ser o primeiro passo para recuperar sua qualidade de vida.

Na Oto-Rios, contamos com profissionais especializados em medicina do sono e realizamos a polissonografia com conforto e precisão, para que você tenha um diagnóstico claro e tratamento eficaz.

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